Pessoas
com mentalidade tacanha, remoendo problemas pequenos. Gente que massacra a própria mente
e a integridade com pensamentos banais. Quão pobres são essas pessoas que não percebem que na vida existe algo
maior do essas pequenas adversidades. Preconceitos extremos, que foram criados por algo
muito maior do que essas criaturas pensantes e errantes. Não percebem que tudo é banal e que
estão fazendo parte de um jogo, se esforçando dia após dia para dar a vitória
para quem não merece.
domingo, 19 de maio de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
Tarde demais para alvorecer
Tempos ruins começam a aflorar quando percebemos
que as pessoas próximas estão prestes a dizer adeus. A velha sensação de agonia
estufa o peito, faz a consciência refletir nas atitudes erradas que foram
tomadas. Nas palavra rude que poderia ser reciclada, antes de ser dita...Por todas as malditas noites que por nossa causa alguém chorou, enquanto nossa
consciência tonteava tranquilamente na mesa de um bar.
Nesses tempos ruins vamos perceber que o para
sempre está chegando ao fim. Vamos arrumar nossos trapos e enfrentar a vida
como tem que ser. Tornados e furacões vão nos arrastar para os becos mais
sombrios. Um grande ciclo de escuridão aproxima-se com o inverno. Teremos que
usar a pele de nossos corpos para ficarmos aquecidos e preparados para o
terremoto mental que está por vir. A chuva se tornará ácida quando a névoa
flutuar pela nossa consciência, pois agora é tarde para tentar restaurar as
lágrimas que já inundaram o oceano.
Teremos que dar passos convictos a partir de
hoje, pois o tempo não pode esperar. Eu
sei que ainda é cedo para se pensar em morte, mas é muito tarde para que possa contar com a sorte... Não será fácil para nenhum de nós, mas fiquem despreocupados,
nunca foi!
terça-feira, 23 de abril de 2013
Terno, óculos escuros e a angústia padrão
De longe vejo um homem com terno desbotado, surrado devido o tempo de uso, óculos escuros e sapatos marrons, gastos e quentes. As solas ardem feito brasa em cima de um vulcão, que está localizado no centro da cidade, ao meio-dia de um verão escaldante. Esse senhor tem um sorriso pacato e amarelado, que faz questão de mostrar para todos aquele singelo síntoma do desgaste ocasionado pelo café, cigarro e o polimento do tempo, que detona com seu esmalte. Mas ele não se importa com tão pouco, sempre prefere valorizar coisas 'mais reais', do que sua estética pessoal.
Típico trabalhador comum,
acordar às seis; café, pão na chapa, um tapa no cabelo, ônibus, trânsito, rumo aos
prédios. Chegando ao edifício, outro café; digitar, catalogar, preparar,
conferir, entregar, suar, bufar... água.
No seu horário de almoço costuma andar,
olhando para os andares espelhados à sua volta, mas sempre visualizando do solo improlífero e ardente. Nunca terá o
passaporte para ver esses prédios de cima. Já se conformou com a ideia.
Aprendeu desde cedo que os sonhos custam dinheiro e por mais simples que possam
ser, financeiramente são impossíveis de
conquistar.
Vejo o todos os dias, sempre
sozinho à procura de uma saída. Amarga consigo o medo de que estes prédios torne
sua vida uma prisão. Um cárcere tão perfeito que sequer existe portas ou muros
para fugir. O livre direito de partir
está escancarado à sua frente, mas a consciência sistematizada, programada e
rotulada o impede de agir. Agonia e repulsa já fazem parte do cotidiano. Já descobriu que é
impossível existir um amanhã se os dias vivem se repetindo.
Nessa busca incessante por um lugar qualquer, este homem envelhece todos os dias. No seu holerite consta os descontos de sempre: FGTS, seguro de vida, convênio médico, desconto do sindicato, desconto disso...daquilo, etc... Nunca é encontrado uma bonificação pelo seu trabalho árduo, comprometimento, eficácia e pontualidade. O salário sempre é o mesmo, a cobrança cada vez mais ampla e a vida mais curta a cada minuto.
No fim do mês lhe é concedido um cheque de
bonificação mensal, para que possa por mais trinta dias se acabar em álcool e
alcatrão. Apenas um escape, tendo a obrigatoriedade de aceitar de qualquer
maneira a sua posição de cidadão padrão; sem questionar se é justo ou não, sem
retrucar, sem opor-se, sem gritar, sem fraquejar, sem chorar... apenas acolher e prosseguir.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Um pequeno lugar de grandes proporções
Nesse lugar tão acanhado onde as
paredes se espremem, onde a lógica se rebela, só se acha cigarros, café ,
doses de álcool e músicas para amenizar a solidão. Tudo aquilo que serve para
nutrir o espírito fraco de um sujeito
qualquer. Uma vida esperando por uma saída de emergência; uma casa com poucas portas; uma
janela mostrando a toda cidade uma luz acesa, em uma madrugada distante. Mas se
eu ao menos pudesse gritar, com a certeza de que você ouviria o amplo
desesperado, tudo ficaria melhor.
Mas não vou sair desse simples aposento enquanto o mundo parecer tão assustador do lado de fora. Vou continuar mergulhando em meus pensamentos, procurando as respostas para as perguntas que eu nunca fiz... E quando eu encontrá-las, sairei de cima desses móveis empoeirados e vou buscar pelos sorrisos, abraços e carícias que sempre foram meus, mas eu nunca tive.
Mas não vou sair desse simples aposento enquanto o mundo parecer tão assustador do lado de fora. Vou continuar mergulhando em meus pensamentos, procurando as respostas para as perguntas que eu nunca fiz... E quando eu encontrá-las, sairei de cima desses móveis empoeirados e vou buscar pelos sorrisos, abraços e carícias que sempre foram meus, mas eu nunca tive.
domingo, 24 de março de 2013
Toda a integridade jogada no reino do caos
Nesse mundo de faz de conta,
utilizo de toda minha força para torná-lo real. A cada mentira que ouço,
descubro uma nova verdade. Só vejo humanos querendo passar por cima de cabeças, só
vejo gente desprezível desmerecendo outras. Mas elas acreditam na sua superioridade, isso as corrói pouco a pouco, fazendo com que caiam
nos seus próprios conceitos.
Por tudo que é mínimo , posso saber que jamais será importante. O tão pouco pode ser gigantesco em sua complexidade, isso custará toda sua credibilidade no final.
Criando teorias, anunciando inverdades com o apoio da veracidade de quem convém. Exposição passageira, se desintegra, vira pó, cai no seu próprio marasmo, provando que o pior veneno é o preço que se paga por acreditar.
Esse é o reino que eu vejo, esse aparenta ser o nosso lar, mas isso é apenas uma amostra gratís do caos que somos.... Aquele que discorda tem todo o direito de utilizar a saída de emergência.
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