terça-feira, 19 de março de 2013

Mantenha-se livre

Toda a minha vida eu tenho procurado por uma maior transparência,
Eu tenho lutado com dois caminhos,
Enterrado no fundo de mim mesmo.
Eu perdi algumas rodadas do jogo da vida,
Senti a parte ruim do revés.
No entanto, de alguma forma, eu sempre consegui voltar,
Em meus pés, em meus braços e até mesmo observando o meu próprio abatimento.


O mundo continua a dizer-me para começar a mudar, 

ou eu não vou durar muito tempo...
Tenho que romper com a solidão
E deixar meu passado partir de vez.
Eu nunca encontrei nada mais fácil
Para mudar a minha maneira teimosa,

pertubadora e inconsequente de seguir a vida.
Ou no mínimo para ter uma nova e fraca perspectiva.

Joguei fora aqueles dias sem alma
Tenho lutado.
Tenho enfrentado,
Ainda estou à procura de algo maior,
Nós ainda estamos de pé
Eu, você , todos...
Estamos procurando uma chance de ser livres
Nossa música é um abrigo
Onde sabemos que dentro dela nunca estamos sozinhos.
Cantamos os trechos de nossas canções favoritas,
A quando nos voltamos para o nosso lar
Encontramos um pouco de conforto
Um pequeno pedaço da mente descansa ao mais belo som de um acorde.

Olá amigo, por favor venha,
Para se libertar

Não precisa de passaporte, nem tickets de acesso.
Por que você tem que segurar seus sonhos?
Não é tão fácil como parece,
Nem singelo como deveria.
Por que você tem que lutar?
Lutar para ser livre!
Você tem que ficar livre!
Permanecer vivo, manter-se vivo, você vê, você consegue!
O que você não tem, não quer dizer que é exatametne o que você precisa.
Se não dançam todos, não dança ninguém.
Não se entregue, não desista, não permita que eles lhe censure,
Fique livre, por favor...


 


segunda-feira, 11 de março de 2013

Desgaste necessário


  Quando você disser que tudo ficará bem, eu vou confiar . Se você dizer que tudo vai explodir, eu também vou acreditar. Caso me diga que precisa ir, apesar de minha própra negação, abrirei a porta lhe mostrando o caminho de partida e direi as cautelas que devem ser tomadas para não perder a conjuntura.

    Deixarei esse piso limpo, da mesma forma que você encontrou quando chegou. Mas não esqueça de levar tudo que conseguir, pois amanhã vou hipotecar esse sobrado velho que minha mente criou. Vou procurar outras janelas, onde terei uma vista para um lugar melhor e mais admirável, um local mais limpo do que que minha consciência errante. Destino que está em uma estrada...  em uma rua que eu não sei ao certo, onde, como e quando, mas é lá que vou me abrigar.

quinta-feira, 7 de março de 2013

As mulheres de todo o mundo, não parem de lutar

Quero parabenizar as mulheres do mundo todo pelo dia 08 de março. Mulheres brancas, negras, pardas, asiáticas, loiras, ruivas e morenas, de todas as raças e etnias. Parabéns por serem guerreiras apesar de todas as adversidades que a sociedade aplica devido a estúpida diferença de gênero que infelizmente ainda existe.

Em especial parabenizo minha mãe, que sempre batalhou para me dar uma boa educação, lutou para que nunca faltasse nada de essencial na minha vida.
Ter me criado sozinha não deve ter sido fácil.

Abaixo segue uma homenagem a primeira mulher a ir ao espaço, Valentina Tereshkova.
Em Russo está escrito: GLÓRIA À PRIMEIRA MULHER COSMONAUTA!



terça-feira, 5 de março de 2013

Hugo Chavez eterno

   Muito triste com a nota do falecimento de Hugo Chavez. Hoje um revolucionário deixou esse mundo, os povos mais humildes devem prestar LUTO com todos os méritos possíveis a essa pessoa que se dedicou de corpo e alma para os mais necessitados.

    Enquanto isso a REDE GLOBO, Revista Veja, Arnaldo Jabor e Cia... estão festejando, não era para menos, ver os seus maiores inimigos deixando seu posto de ofício e o caminho aberto para a DIREITA dominar, é a grande meta para todo esse montante de despejo.

    Mas que fique claro que hoje um dos soldados deixou esse mundo, não quer dizer que esteja morto. Pessoas como Chavez nunca morrem. Assim como não morreram Che Guevara, Rosa Luxemburgo, Olga Benário, Frida kahlo, Lenin, Prestes e muitos outros...
As ideias ficam, as atitudes gritam e a ameaça sempre será constante contra todo seu império de lixo, que um dia há de ser destruído.


   

segunda-feira, 4 de março de 2013

O Andarilho, seu cotidiano e sua sentença



    Em passos lentos, seguindo adiante, analisando a trilha que está a seguir, caminhar, cabeça erguida, postura, continuar em frente. Sempre é possível chegar ao fim, é o que todos dizem. Demarcar sem nenhum dano, sem surpresas. Nunca faça algo esperando retorno, não argumente contra a vida, não seja rancoroso com si mesmo.

    Por milhas sonhando, ansioso, frenético e acanhado. Me diga o quanto você é forte, mostre a dimensão que  você aguenta, qual é a proporção do seu holocausto? Mas o suor é frio, como a alma, sem desistir, sem questionar, apenas siga a jornada. Sem provar o contragosto, sem cair em tentação, nem pelo vinagre muito menos pelo vinho.

    Dias de insônia, ápice depressivo, nem o gole de café serve para abalar a corrente sanguínea; estagnado. Mas ainda dizem que é necessário caminhar, exemplos nunca vão faltar. Supere, resista, admita que consegue. Mas o suor lhe faz fraquejar, á sentença lhe preocupa, os ponteiros dançam vagarosamente...
 Não grite caso o desespero sobrevir, os vizinhos ainda estão acordados, eles vão ouvir...

    Ao fim olhar para os arredores,  contemplar toda a bagatela imunda que foi encontrada. Olhe para o espelho, ria! todos dizem que é bom o sorrir, eles sempre dizem. Seja benevolente com aqueles que chegarem onde você se encontra, diga para que fiquem a vontade, ofereça água, seja sociável, faz parte da educação, todos sociáveis. Nada vai mudar de agora em diante, apenas a vontade inquietante de concertar as rachaduras que ficaram pelo caminho, asfalto desgastado... Deixe a ponte limpa, coloque uma placa de boas vindas e ilumine como um forte lampejo, para aqueles que  estão chegando visualizarem o propósito final... Eles não tem culpa de percorrerem o mesmo caminho.

Isso é apenas um grito de socorro.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O jovem e o espelho

    O estranho no espelho volta para atormentar o jovem rapaz. Os velhos pesadelos tornam-se os mais novos temores. Mais uma vez encontra-se sem um caminho para seguir, novamente na estaca zero. Tentando apagar as manchas de suas memórias, tragando vida ao seus pulmões, apenas mais uma tentativa, vai morrer se não tentar, já dizia seu avô. Não é fácil quanto parece, nem tão simples quanto dizem. O mundo está parada em seus olhos, mais de meia vida se passou, mais um gole de whisky para manter-se vivo, por mais um século ou apenas meia hora.

    Os ponteiros do relógio circulam rapidamente, aumentando a tensão, elevando a vontade doentia de consentir. O suor desce pela testa, velha agonia de sempre, estagnado e atormentado em um grande efeito Placebo. Um espasmo de amor e ódio, um colírio para os olhos, uma estaca no coração. Este que serve apenas para deixa-lo vivo, pois já não se sente mais nada além dos batimentos em ritmo acelerado e fora do tom.

    Pobre rapaz, encontra-se preso em sua própria consciência. Muito pior do que qualquer jaula ou presídio de segurança máxima, pois no presídio conta-se os dias para a liberdade que tem data marcada, mas em sua mente a prisão pode ser perpétua.


  


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Sociedade do Medo


   Sociedade do medo me mostre o seu pavor, demonstre para nós como é o frágil sua integridade, deixe de engrandecer-se com o pouco que consegue causar. Uma bala perdida, uma rua pouco iluminada, o vento frio, pasmo e tenebroso... Sociedade do medo, como faço para lhe dominar? Permita-me caminhar pelas ruas depois das três, sem ter que notar seu tom aterrador, o silêncio oportuno,  sem inquietar-me com as armadilhas que tu pode criar.

   Sociedade dos excluídos, sua privatização fabrica vítimas do sistema, crucifica e implanta o medo, deixando tudo que é frágil tornar-se selvagem. Como tu pode ser tão invisível? Somente os que usam óculos escuros podem ver com maior perfeição todo seu desleixo. Aqueles prédios altos, coloridos e espelhados, mostraram tão grande o tombo será. Aquele relógio no centro da cidade mostrará que a hora da vingança não tardará.


   Mas que sociedade solitária, de tanto medo que transmite afugenta as mais belas almas, dando espaço para a escória e os humilhados do parque. Almas entristecidas tomam conta das ruas, vigiando cada esquina, vagando pelos becos e vielas, transmitindo toda a angústia, deixando claro que necessita apenas de alguns trocados... Álcool, cigarros, ou apenas um chá, que servirá para curar essa azia.


Bem-vindo ao começo do fim de nossas vidas,  a sociedade do medo está nos mostrando os culpados e as vítimas ao mesmo tempo. A tristeza  pode- se encontrada no centro de São Paulo até escombros oriente médio. O clube está aberto e aceitando novos membros, pequenos arquitetos que vão ajudar na construção do rastro de pânico, mostrando a todos o seu desenho lógico e medonho da sociedade do medo. Cabe a nós por fim, descobrirmos a diferença que existe entre o ladrão e o grande criminoso.