Faz tempo que não venho aqui,
nesse meu velho muro de sonhos e lamentações, que ainda está de pé.
Mas ando longe demais refletindo as marcas que meu caminho deixou,
Mas de qualquer maneira, continuo vivo.
Percebi que viver significa perder.
a gente perde muita coisa desde quando nasce
e com isso aprendemos o significado do amor.
Se existe alguma forma de explicar o que é isso, é pelo simples fato de que você, só ama aquilo que pode perder.
é tão estranho amar coisas efêmeras.
Me admira muito sujeito do bar, peito de aço e cara de mau
que parece não sentir a vida e amor que se perde a cada esquina
e a cada grito
a cada lágrima
mais um pedaço de alguém que se quebra e que não tem concerto.
Eu tentei guardar todos os pedaços dos danos que causei, do amor que já não funciona, dentro de um baú em minha casa.
mas é inútil
as memórias vão morrendo, a saudade distante que ainda me faz lembrar de tanta coisa que era perfeito e que não posso mais tocar.
domingo, 1 de março de 2020
domingo, 29 de setembro de 2019
Do you wanna dance and hold my hand?
Vejo luzes, vejo gente conhecida
vejo gente sorrindo
e gente cantando as músicas boas,
músicas que me fazem bem, mesmo que me sangrem
e que agridam minhas lembranças,
É só mais um domingo penso eu
e eu preciso comprar cigarros.
Deixo minha mesa vazia, da mesma forma que estava quando cheguei
vou até a venda e resolvo comprar o nosso cigarro preferido
que há tempos já não tragava.
Quando volto ao meu lugar
como se você estivesse aqui para tragar comigo
começa a tocar ''Do you wanna dance''.
Como se fosse ensaiado eu sei
como se eu pudesse ver seu sorriso mais uma vez
como se eu ignorasse meus olhos cheio de lágrimas.
Pelo o que era meu mundo,
simplesmente não existir mais.
Então eu fiquei pensando em quando eu não existir mais nesse mundo
e tudo que eu faço , e tudo o que fiz
Simplesmente não fazer mais diferença.
E então pensei se algum dia
No futuro
Você vai se lembrar de mim
Do mesmo jeito, que eu lembro de você.
"Do you wanna dance under the moonlight?
Squeeze and kiss me all through the night
Baby do you wanna dance?"
vejo gente sorrindo
e gente cantando as músicas boas,
músicas que me fazem bem, mesmo que me sangrem
e que agridam minhas lembranças,
É só mais um domingo penso eu
e eu preciso comprar cigarros.
Deixo minha mesa vazia, da mesma forma que estava quando cheguei
vou até a venda e resolvo comprar o nosso cigarro preferido
que há tempos já não tragava.
Quando volto ao meu lugar
como se você estivesse aqui para tragar comigo
começa a tocar ''Do you wanna dance''.
Como se fosse ensaiado eu sei
como se eu pudesse ver seu sorriso mais uma vez
como se eu ignorasse meus olhos cheio de lágrimas.
Pelo o que era meu mundo,
simplesmente não existir mais.
Então eu fiquei pensando em quando eu não existir mais nesse mundo
e tudo que eu faço , e tudo o que fiz
Simplesmente não fazer mais diferença.
E então pensei se algum dia
No futuro
Você vai se lembrar de mim
Do mesmo jeito, que eu lembro de você.
"Do you wanna dance under the moonlight?
Squeeze and kiss me all through the night
Baby do you wanna dance?"
domingo, 25 de agosto de 2019
A lua de uma vida em silêncio
Pensar nela é o que por vezes
me deixa bem aos domingos.
Mas sei que
ligar o rádio aos domingos, nunca foi uma boa ideia.
mas sou teimoso, pois são sempre
nas noites de domingo
que gosto de ouvi-lo.
e eu sei
que sequer ela
deva estar em casa
sua vida agora
é uma lua
que brilha
sobre sua cabeça
e os tempos de troca de mensagens
já se foram
e acho que já nem importa mais.
e os tempos de um luar a dois
e um quarto quente
também se foram
e eu acho
que ela nem se lembra mais.
Minha lua agora
vive um brilho introspectivo
mas ela está lá, aonde eu creio que deva estar
enquanto a mim
vou marchando
pelos caminhos rachados
que sempre escrevi aqui.
mas sequer encontrei
outro olhar
como o dela
que está por ai
com sua lua a brilhar.
domingo, 21 de julho de 2019
Sad song...
Pequenos espasmos no coração
coisas tão pequenas que parecem em vão.
dias sem sol batendo na cara
são normalmente os dias em que você me faz falta
e então abro o pote
onde guardo suas lembranças tão raras
tão belas
e hoje tão vagas...
palpitações imensas
vontade de te abraçar e
te beijar
e sorrir de forma intensa.
vontade de te ligar e conversar
vontade de te buscar pra sair
sem saber aonde ir
e talvez não mais voltar.
mas agora não tenho uma margem
e nem vejo um horizonte
e nem sei se tu sentis saudades de vez em quando
ou pergunta-se por onde ando
o que estou fazendo
e como estou vivendo.
mas me lembro do tempo
em que tudo de você, era minha vida
eu me sentia mais seguro
quando conversávamos de madrugada
e agora eu não tenho nada
além de um grande espaço vago de tempo pra cobrir.
E quem criou a saudade, certamente fez uma música pra ela
e com isso se deu um propósito
pois a saudade foi feita para matar
ou você mata ela
ou ela vai matar você.
segunda-feira, 15 de julho de 2019
Dia eterno.
Dois minutos se foram desde que
peguei a caneta pra começar a escrever.
dois minutos a menos de vida,
porém já não há de onde tirar.
Pois as voltas do ponteiro parece não ter mais
importância
quando as coisas estão
assustadoramente paradas.
E eu estou com medo
de me atrasar no tempo
e eu estou
com medo
novamente
As vezes me sento na poltrona
e fico olhando para as paredes
dilacerando as vistas
para relembrar
de um tempo distante, do qual, eu não conhecia a maior
parte
das pessoas que hoje convivo.
um tempo tão longínquo, mas que me conforta.
um tempo em que eu tinha pouco,
um tempo que o mundo não oferecia muito.
um tempo que todos os que eu amava, eram eternos.
ninguém morreria.
ninguém sentiria falta de ninguém.
porque era o tempo eterno.
o tempo que eu amo estar, um pedaço do dia eterno.
Mas para minha amargura isso já não existe,
o passado fica guardado em algum lugar, quando somos
jogados para o futuro.
Eu espero
que se existir algo além daqui
e eu possa escolher viver nesse lugar que gosto de
lembrar.
eu quero voltar para aqueles dias
aquele momento
em que tudo que eu olhava
parecia
que não iria
acabar.
segunda-feira, 6 de maio de 2019
sobre todo o som e suspiro que podemos sentir.
Deixe-me pois estou caindo agora,
sobre teus seios
sobre teus braços.
deixe-me agora sentir
o que há tempos não sentia.
deixe-me tocar seus lábios
a sua pele
e olhar em seus olhos de perto.
Não deixe que nada nos atrapalhe.
me faça voltar a ser quem eu gostava de ser.
Me faça voltar a ter a vontade
emanar energia
e desfrutar da satisfação.
e assim eu a recompenso
da forma que posso
com o toque que tenho
com o olhar que desafio,
pois esse é meu agradecimento singelo.
um jeito que tento de fazer as coisas
se tornarem inesquecíveis.
pela forma que tenho,
de viver
uma coisa
de cada vez.
pois são nestes momentos
que eu dou nome para as coisas e
que dou,
sentido para às músicas.
para que tudo esteja de certa
forma
marcado.
forma
marcado.
em nossos corpos
em nosso tempo
terça-feira, 12 de março de 2019
A bebida favorita do tempo.
Sem qualquer pretensão ele preferiu ascender uma vela, ao
invés de ligar a luz quando chegou em seu quarto. Era tarde da noite e o
silêncio já fazia sentido. Era um jovem astuto que tentava economizar tempo,
evitava diálogos desnecessários, um bom sujeito para na visão de terceiros. Sempre evitava confusão, mas era dono de uma opinião forte,
e não gostava do jeito que o mundo estava seguindo. Mas sempre que as coisas apertavam, se esquivava feito lagarto e ia para o outro lado, ascendia seu
cigarro e deixava tudo esfriar. E como fazia bem essa arte de sabotar um
projétil pronto para explodir. Sempre voltava quando pensavam que ele já tinha
ido embora; ele sempre pedia licença, mesmo quando não estava com paciência. Nunca
tentou ser líder de nada, mas nunca ficou calado quando presenciava humilhações
e hostilidade.
Não tentava ser ninguém além de si mesmo e ninguém podia
saber o que se passava com ele. Sempre sorria em público; sempre bebia com as
pessoas e falava coisas bonitas na hora dos brindes, mas voltava para casa com
um demasiado vazio e quase sempre sozinho. Era pacato e silencioso, e como dito
no início, já chegou ascendendo a vela; Dessa vez preferiu colocar um disco de
Blues ao rock, mas revirando as coisas encontrou um velho foto e teve que ascender mais um cigarro. Na imagem se
via sorrisos, mas ele não estava retrato, porém reconhecia todos dali. Eles
pareciam rir da cara dele, felizes e abraçados e então
se lembrou de uma vez por todas,
que em 30 de Julho
de 2016, numa tarde desgraçada de sábado, ele quase enlouqueceu.
Mas ficou feliz por ter não ter morrido e nem ter deixado nada lhe matar.
sorriu por não ter sido abatido em vão.
por tão pouco,
e por uniformidade
ele seguiu para atravessar o oceano dos anos
que de certa forma deteriorou o seu ser
e logo, não tão distante assim
estará reencarnado.
mas ele será o mesmo
que fala coisas bonitas
na hora brindar os copos.
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